01 janeiro 2008
Minha gente...No meu diário, alguém ontem escreveu um longo comentário (vejam o antepenúltimo aqui) sobre os dissabores da democracia. Creio que poderíamos fazer da democracia a rampa de lançamento do nosso debate este ano, sejam quais forem os níveis que nela quiserem considerar.
O que acham?
Aguardo as vossas respostas.
Abraço 2008.
Carlos Serra
4 Comments:
Tentei ler com a maior atenção possível e como recomendou a postagem.
Tudo certo! Mas será que há uma democracia europeia outra africana, outra...ou haverá simplesmente, Democracia( ainda que adaptada às várias latitudes)?
Porque chegamos à conclusão que o partido, não está preparado, porque os políticos( honrosas e muitas execepções -assim se espera) são corruptos, cruzamos os braços?
Não é tempo de dizer BASTA?
Como? Não sei! mas certamente este lugar de diálogo franco e aberto seja um caminho iluminador...
Democracia pressupoe uma participacao activa da sociedade nas decisoes e no dia-a-dia da nacao. Isso so e' possivel se essa sociedade estiver educada, o que lhe permite compreender os fenomenos correntes e ter capacidade interventiva. E a educacao nao chega ao povo, muito por falta de infraestruturas escolares junto a populacao. Hoje fala-se muito nos "objectivos do milenio", apenas preocupados com "numeros e estatisticas" que, em minha opiniao, nao mais fara' senao perpetuar o analfabetismo e a sociedade amorfa e passiva que caracteriza o Mocambique actual. O homem de amanha, nao pode ser feito a base de "passagens obrigatorias". O outro grande cancro do nosso processo "democratico" e' o facto de terem surgido uns "novos ricos", a custa de fundos publicos, sem qualquer especie de trabalho e esses ricos "superficiais", nao conhecem outro cenario de sobrevivencia, que nao passe pela manutencao do poder. Tudo fazem (ate' a empresa que fornece equipamento eleitoral e' do chefao)e pretendem combater todos os que tem a coragem de afirmar que o estado da nacao "e' pessimo". Os "intelectuais" que deviam tomar as redeas e iluminar os demais, mantem-se na passividade, por uma questao de sobrevivencia (emprego, seguranca, etc). E' neste ponto que eu vejo uma luz para iluminar a accao da "sociedade civil" no processo democratico. Mocambique precisa com urgencia de "entrepeneurs" formados a base de conhecimento (know-how), trabalho arduo e honesto, sem tentaculos ao poder politico, orientados aos sectores produtivos e sobretudo que tenham intervencao social (nao orientados apenas em lucro facil e rapido, mas que apostem em planos sustentaveis que estejam fortemente centrados na melhoria progressiva das condicoes de vida da classe trabalhadora). E' aqui que, a malta suficientemente "esclarecida" tem que desempenhar o seu papel. Esse sociedade civil, independente e com poder economico, sera mais descomprometida e interventiva, melhorando o ambiente democratico do pais. Um abraco a todos e sucesso em 2008!
Eu escrevi um pequeno texto e gostava de ouvir as vossas opiniões sobre ele, ainda é tudo muito geral. Obrigado.
Geraldo dos Santos
Jonathannccharty levanta uma série de questões interessantíssimas e reveladoras de quem não está distraído. Nem um pouco
João
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